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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quase três meses... (Id: 2 meses e 29 dias)

O feriado está sendo muito calmo, Júlia esta ótima e com um humor fora do comum, apenas para dormir que ainda dá cansaço na gente. Todo início de mês meu marido põe um pôster com resumo das fotos que tiramos no mês, aproveito tb pra colocar os links de Agosto, Setembro e Outubro.

Ontem finalmente pude sair de casa, minha irmã me chamou para um lanche no Shopping e eu e a Júlia fomos lá rapidinho. Foi super legal, a Júlia se comportou muito bem apesar do local estar bem cheio e barulhento e logo voltamos pra casa.

Em casa, a Júlia estava empolgada e conversou bastante no final do dia, contando tudo o que tinha visto e achado do passeio.

Eu fiquei muito aliviada por ter saído de casa, mesmo sendo essa fugidinha antes da médica cirurgiã liberar para passeios, mas foi bem rapidinho, e a Júlia se recuperou tão bem e está tão espertinha que tenho certeza que não haverá problemas por causa disso com a médica.

Abaixo segue fotinhas do fim de semana e feriadão de nossa fofuchinha, a última é dela no Shopping.

Ps. Estou preparando um post especial para comemorar os três meses da Júlia.

 

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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Banho

Muito nervosa mas dei o 1º banho em casa. Não foi esse mas segue fotinhas…

Fotos do Nascimento

Fotos do Nascimento da Júlia, momento mais emocionante da minha vida.

Vacina e cólicas

Hoje a Júlia fez quinze dias e foi tomar a vacina da gotinha no posto, da Campanha de Vacinação contra a Polio e Paralisia infantil.

Se comportou bem, adora andar de carro. Fica tranquila com o movimento e geralmente dorme, depois fomos buscar as fotos de estúdio que eu fiz grávida a apenas cinco dias do parto. Ficaram otimas, lindas. Depois disso ela mamou e dormiu deliciosamente no meu colo. Adoro ver as carinhas e bocas que ela faz. Ela é muito linda. Preciso fazer mais vídeos pois as fotos não mostram tudo o que passa aquele rostinho lindo. É demais ver que ela esta crescendo, engordando e aprendendo mais da gente e do mundo.

O pediatra havia dito que ela está com 2680kg, ou seja, nasceu com 3015kg, saiu da maternidade com 2600kg, deve ter emagrecido comigo no começo, por causa do pouco leite e agora enfim está engordando.
Eu emagreci já 11kg do parto, nesses últimos 13 dias, sem dieta nem nada, só na correria da Julinha e amamentação. Lembro que nos primeiros dias ia almoçar 5 da tarde e só fazia essa refeição, he he. Agora as coisas estão melhores, mas ainda estão melhorando aos poucos.

De madrugada essa foi a primeira noite que ela não foi dormir as 03:30 da manha. Nos outros dias foi sempre nesse horário ou acordava de hora em hora e dormia 4 horas seguidas pela manha, das 7 as 10. NA maternidade apesar de sofrer com a congestão nasal ela dormia de 00:00 às 05:40, (nós não dormíamos por medo dela ter algum problema no nariz a noite, não por que ela chorasse ou chamasse) uma marca otima mas nunca repetida em casa. Descobrimos que ela sofria de cólicas nesse horário. Já havíamos dado o remédio indicado pelo pediatra mas nunca funcionou. Ontem passamos a dar a funchicória e foi tiro e queda.

Dormiu muito bem durante a noite, sem sofrer também durante o dia e enfim passei a tomar mais cuidado com a alimentação evitando leite, café e refrigerante, e tomando chá de erva doce como agua. Tudo. Mas tudo mesmo pela minha pequena.

Amamentação – ínicio em 06.08.2010

Esse dia foi um tremendo drama pra nós três. Começou bem, com a gente feliz por sair da maternidade, preparamos tudo, tomamos banho, dei o peito pra Julia na companhia de uma enfermeira que gostamos muito e era muito carinhosa com ela, a Dona Irene que foi muito importante, me deu muitas dicas de cuidados e de amamentação que fui lembrando sozinha depois e me ajudaram muito.
 
Vi essa enfermeira dar banho, trocar, por roupinha, conversei com o pediatra, vi a minha filha furando a orelhinha para por o brinco (chorei muito por causa dessa hora mas depois no quarto, pois deixar outros causarem dor na minha filha foi dificil, mesmo parecendo bobagem). Teve o teste do pezinho que também foi um momento dificil, porem já estava mais forte e por fim passamos numa farmácia para comprar os medicamentos (muitos) para minha recuperação e a dela, que tinha uma congestao nasal desde que nasceu que dificultava muito respirar e até dormir bem.

Mas a parte mais dificil foi depois em casa. Aquele vazio de estarmos sozinhos, sem ninguem, sem amigos que nos visitaram, sem família, sem as enfermeiras, apenas nós três, Eu, Júlio e Júlia. E foi aí que veio o maior drama. O colostro, que ela tinha mamado bem na maternidade, parou de vir e o leite começou a descer bem devagar. Tinha muito pouco leite e a Julia passou o dia inteiro no peito mas mesmo assim ficou com muita fome. Até identificarmos que era realmente fome foi difícil. Nos sentimos totalmente perdidos em meio aos gritos dela, até que as 21:00 hs ligamos pro pediatra pra ver o que poderia ser feito. So que ele não nos atendeu, disse que estava em trânsito e não retornou, tentamos de novo várias vezes e só chamava, nao mais atendia até que as 23:00hs resolvemos nós mesmos irmos buscar um leite em pó, eu não queria dar o leite por que achei que ali seria o fim da amamentação, sofri muito com a indecisão e a total ignorância de não saber o que fazer e sem orientação alguma. Quando decidimos mesmo em dar o leite em pó, fui procurar no livro do Delamare, a Vida do Bebe, o nome do leite a ser dado, que é o NAN. Pedimos para minha mãe e meu padrasto trazerem por que não tinhamos nem condições de sair de casa…
E a Júlia chorando…

Quando eles chegaram, aprontaram o NAN e deram pra ela numa mamadeirinha que compraram, ela se calou na hora e foi dormir, foi de cortar o coração, tadinha.
 
Muito triste pensei que a culpa era minha, que não enxerguei que a minha filha passava fome e que resisti tanto em dar o complemento. Naquele dia chorei muito pelo fim da amamentação e por lembrar do desespero da Julia tentando me dizer que nao tinha mais nada no peito que não adiantava po-la no seio. Foi dificil. De madrugada, por causa da tal mamadeira que minha mãe quis dar ao invés do copinho que é o recomendado, a Julia não queria mais pegar o peito.

Foi preciso eu insistir muito, faze-la chorar muito pois a pega dela no seio ainda não estava boa e a mamadeira acabou com todo o progresso adquirido no hospital com as mamadas do colostro. Nos dias seguintes continuou difícil e pensei em chamar alguem, uma doula, uma fono ou uma enfermeira pra me auxiliar na amamentação mas preocupada com dinheiro e sem cabeça para ir atrás de nada acabei nem vendo ninguem.

Eu só pedia para tudo aquilo passar e pedi muito a Nossa Senhora que operasse um milagre e ela me deixasse amamentar, que intercedesse por mim lá com Deus pois só ela mesmo para me ajudar. O desespero bateu mesmo. Sem amamentar parecia que a maternidade nem tinha sentido. Ficamos tão sensiveis por causa do puerpério que pra mim era como se eu tivesse perdido alguém ao perder a amamentação.

Mas graças a Deus o leite veio com mais força e mesmo a pega anda não estando perfeita, foi mais fácil oferecer pra ela o peito cheio. Passei um dia com os ductos cheios e não saía nada, mas massageei e fiz compressa de água morna, usei a concha anti-empedramento e as coisas foram melhorando. Nesse dia, que foi no sabado, dia seguinte, conseguimos falar com o pediatra que recomendou 30 ml do NAN após a mamada no seio,se ela ainda sentisse fome, até 5 vezes, se necessário, mas pra eu insistir no peito primeiro.

Assim fiz e por milagre de Nossa Senhora mesmo, consegui voltar a amamentar e fui tirando o Nan aos poucos pois senão a demanda do seio também faz diminuir a quantidade de leite.
A Júlia ficou mais cinco dias sem evacuar por causa da super mamadeira preparada no dia daquela fome dela (minha mãe preparou 3 medidas do nan para 50 ml e o pediatra recomendou 1 para 30ml), foi desesperador imaginar por que ela nao evacuava, se tinha algo errado pois ela ainda tinha 3 dias de vida quando tomou o NAN, poderia ser alguma coisa errada com o organismo dela. Até que liguei na quarta para o médico que recomendou o supositorio de glicerina e assim que colocamos nela, ela evacuou. Muito!!

De todos aqueles dias mas com forte cheiro de NAN. Tadinha. E assim foi o começo do desastre da amamentação. O meu conselho é que sigam o instinto de vcs e não os conselhos das pessoas. Minha mãe tinha boa vontade, estava preocupada com a Júlia mas foi infeliz no preparo da mamadeira e quando recomendou que usassemos a mamadeira e nao o copinho, como o correto, mas como eu estava muito abalada nem quis contrariar, mas temos que pensar por nós mesmos. É difícil pois a insegurança é grande. MAS não podemos esquecer que o bebê é parte da gente e a gente vai aprendendo a perceber o que eles querem com o tempo. Não se trata de menosprezar a opinião dos outros, mas dar valor a sua própria e ponderar bem nas decisões, que dependendo do momento, como o início da amamentação, por exemplo, podem ser decisivas na vida da gente.

dia 17 de agosto de 2010

A Júlia hj foi visitar o pediatra e acompanhar a mamãe na retirada dos pontos. Deu pra ter uma noção de como o parto é difícil para os bebes pois ela depois de nascer vivia tendo uns espasmos de susto durante o sono, pesadelos e já alguns dias que não tinha mais, até ouvir a voz do pediatra novamente, ela chorou muito e voltaram os espasmos que aos poucos também estão passando. Todo aquele desconforto de reviver os primeiros testes, aspiração dos pulmões e tudo mais, deixam os bebês muito estressados. Ainda bem que está passando…
Na retirada dos pontos foi tudo bem, a Júlia se comportou bem e tirou fotos com a minha GO, Dra. Maria da Conceição, ela ficou calma o tempo todo e quanto aos pontos nem doeu nada, só uma ardidinha bem de um lado, mas de leve, e mais recomendações de não fazer esforço e movimentos bruscos nos primeiros três meses. estou me recuperando bem e quase não senti dor após a cesariana, mas é uma cirurgia, por isso todo cuidado é pouco…

Parto

A Júlia estava com previsão para nascer dia 06.08.2010, às 09 horas da manha, havia sido marcada uma cesariana para esta data, uma semana antes da DPP 13.08.2010, em razão de eu ter desenvolvido hipertensão gestacional, no entanto, Naquele dia havia levantado cedo, levado meu marido ao trabalho, feito a ultima ultrassonografia para ver se a Julia estava bem por causa da hipertensão, feito compras, ido a manicure e depiladora, feito alguns congelados para durante o período apos nascimento e a noite, próximo das 21:00 hs comecei a ter umas contrações que foram aumentando a intensidade, até que as 23:40 ao ir ao banheiro, vi que estava saindo o tampão, então liguei para a médica e fui ao seu consultório para ser examinada.

Lá chegando, ela disse que realmente era o tampão e que ela já havia ligado pra Maternidade para remarcar a cirurgia pra o dia seguinte, dia 04.08.10. Nossa, que susto, tudo seria em cima da hora, teria que mudar os papeis que fiz pra licença, perícia e atestados do dia 2, 3, 4 e da licença,  tudo estava com data como se o nascimento fosse dia 06.08. Sem contar que ainda pensava em organizar algumas coisinhas em casa, deixar mais pratos congelados prontos. Só que o receio de ter parto normal (que eu tanto queria) naquele momento era demais, as contrações não paravam e eu fui ficando com medo mesmo. Nossa o estresse é demais, então saber que seria no dia seguinte pra mim foi um alívio, pois percebi que aquele trabalho de parto seria longo e que eu sentiria a dor aumentar aos poucos.

Nem dormimos direito. Saímos do consultório por volta da 00:30, avisei minha mãe e foi difícil dormir com as dores e a ansiedade/medo. Passei a temer tb a cirurgia.

No dia seguinte levantamos as 05:00, tomei o remédio da pressão alta, conforme recomendado pela GO, tomamos banho (não podia comer nada nas 12 horas anteriores por isso ainda bem que comemos mais ou menos cedo pois a cirurgia estava marcada pras 07:00hs), liguei pro pediatra pra avisar da antecipação e fomos pra Maternidade, lá passei pela triagem e fui escolher o quarto onde ficaríamos. Estava frio e escolhi um quarto voltado pro leste por causa do sol, mas não teve sol nem nesse dia e bem mal no dia seguinte, a minha sorte é que estavam reformando alguns e ficamos com um apartamento mais acabadinho, ficamos longe do barulho, apesar de que ele mesmo não sendo novo era muito bom (principalmente o chuveiro).

Me mandaram colocar uma camisola e descer, lá fui eu sem nada, nem óculos, nem chinelo, só roupinha de hospital, pra a sala de cirurgia. La dentro tinha varias salas com um núcleo no meio e em cada uma estava acontecendo uma cirurgia, tinha mais duas cesáreas e logo que fui posta na cama comecei a escutar o choro de um bebe, o Henrique e depois de outra Julia.

Na cama senti as dores das contrações e muito medo tb, medo do corte, da anestesia, nossa como é estressante, fiquei pensando em como é bom ser saudável e não ter que estar em um hospital por nada, ficar seguindo a minha rotininha de vida sem pensar nessas coisas, mas imagino que o parto normal seja um estresse tremendo tb, pois não sabemos quando o bebe vem e é duro sentir dor sem ninguém nem se comover com isso e ter que simplesmente esperar…

Colocaram o soro na veia (não doeu muito), aplicaram a anestesia (foram duas picadas, muito estranhas, eu sentia o liquido indo e circulando pelas minhas pernas enquanto estava sentada, uma sensação ruim, a picada e a sensação, nada impossível, mas na hora a gente tem medo de tudo. A anestesista, Dra. Thaís, ficou ali do meu lado o tempo todo, empurrando o meu útero pra baixo, ela ficou conversando comigo e foi o que me distraiu do medo tremendo, ela me contou que tem 4 filhos e que dos 4, 2 foram por parto normal e 2 por cesárea, e ainda contou outras coisas que não me lembro, mas que me ajudou a ficar distraída e mais tranquila.

E assim fui ouvindo o que os médicos diziam, primeiro rezaram e depois começaram a fazer os cortes nas camadas, demorou e aí me avisaram que  Júlia já ia nascer. Eu senti quando a tiraram de mim, deu um vazio na hora e foi muito emocionante quando ouvi o primeiro chorinho que eu achei que demorou a vir. O pediatra me falou que logo traria pra mim, me mostrou rapidamente e a levou. Meu marido foi atrás, filmou tudo o que aconteceu e pude ver depois, apesar de que a cirurgia propriamente dita eu não tive coragem de assistir ainda.

Logo depois das manobras de pesagem, limpeza, aspiração, retirada de sangue para o exame de incompatibilidade sanguínea (sou rh negativo), a Júlia ainda chorava quando foi posta do meu lado e imediatamente parou quando eu comecei a falar com ela. Muito emocionante. Coisa inesquecível. No momento em que senti tirarem ela de mim me deu vontade de chorar mas consegui segurar, por vergonha mesmo, de chorar na frente de todos, bobagem.

Logo depois a Júlia foi para outra sala para que pudessem me fechar, demorou bastante pra isso. A médica ainda mostrou meus ovários e trompa pro meu marido e fui levada a uma sala de recuperação, ali estavam mais duas mulheres, uma que fez cesárea e outra que havia feito uma operação.

E esperei cerca de uns quarenta minutos para subir para o apto. Fiquei bem acordada e foi bem desagradável ser levada na maca, mais ainda ser colocada na cama, ainda bem que sou saudável e não preciso ficar em hospital , nunca precisei, graças a Deus. Depois disso foi só curtir a minha filha linda, ver os videos e fotos da cirurgia (nao consegui ver o video da cirurgia mesmo ainda, dá agonia)  e curtir as visitas e a alegria dos amigos e familiares. Na maternidade recebi minha amiga Daniela, meu cunhado e minha irma Luciana, minha Tia Nice  e prima Laís. Minha mãe e meu padrastro, minhas amigas Rosa e Solange que trabalham com meu marido, que me trouxeram flores lindas. Foi uma festa. Foi ótimo recebe-los lá nesse momento super especial pra gente.